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    Lila Deva (Recife–PE/ Chapada Diamantina-BA, 1997) é artista plástica, bacharel em Artes pela UFBA e Mestra em Artes Visuais pela UFRJ. Cria em especial, no trânsito entre o onirismo e o movimento de arqueologia dos imaginários pré-coloniais.

   Tem identificado suas produções visuais como “pinturas oníricas”, usando o período noturno irracional como laboratório de captação e retenção de informações que são utilizadas na construção das pinturas, desenvolvidas a partir de técnica híbrida, na junção de processos artesanais envolvendo principalmente o bordado com miçangas sobre pintura. Esse encontro entre o gesto da pintura e o gesto do bordado evoca o legado ancestral dos povos afro e indígenas nos trabalhos manuais, acionando temporalidades próprias desses saberes e modos de fazer.

   Foca esteticamente na figura feminina e sua força imanente, assim como nos conhecimentos afro-diaspóricos, articulando noções de temporalidade não linear, através da experiência do sonho como caminho que possibilita a transposição de imagens-sonhadas que são remontadas em figuras-pintadas.

                                                                                   

    Lila Deva (Recife, Brazil, 1997) is a visual artist, holds a Bachelor's degree in Arts from UFBA, and is currently a Master's student in Visual Arts at UFRJ. Her work moves between oneirism and an archaeological approach to pre-colonial imaginaries.

    She defines her visual production as "oneiric paintings," using the irrational nocturnal realm as a laboratory for capturing and retaining information that is later used in the construction of her works. These paintings are developed through a hybrid technique that combines artisanal processes, especially bead embroidery over painting. This convergence between the act of painting and the act of embroidery evokes the ancestral legacy of Afro and Indigenous peoples in manual practices, activating temporalities inherent to these ways of knowing and making.

    Her aesthetic focus lies on the female figure and its immanent force, as well as on Afro-diasporic knowledge systems, articulating non-linear notions of time through the experience of dreaming as a path that allows dreamt images to be transposed into painted figures.

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